terça-feira, 29 de novembro de 2016

O incentivo do esporte na vida dos jovens



Jovens do Projeto FGU (Foto: Ana Carolina gomes)
O incentivo do esporte na vida dos jovens
As oportunidades que os jovens têm, hoje, de poder ter uma perspectiva melhor da vida
Por: Ana Carolina Gomes

Nos dias atuais, muitos jovens sem oportunidade de vida são pegos por cometer delitos achando que esses atos será o melhor que eles irão conseguir fazer por si. Para contrariar essa ideia da cabeça destes jovens, muito projetos, eventos são realizados para cada vez mais tira-los das dessa vida sem futuro. Muitos projetos sociais são concentrados em comunidades e centralizados no incentivo pelo esporte.

O esporte já tirou muitos jovens do caminho do crime e os formou como atletas que tentam conseguir seu lugar nesse meio. Um bom exemplo são os atletas que saíram das comunidades e conquistaram grandes vitórias, tornando-se conhecidos, apesar do preconceito presente.

“Essa é a resposta a quem disse que judô não era pra mim, que eu era motivo de vergonha para a minha família e que lugar de macaco era na jaula. A resposta é essa medalha no meu pescoço”, desabafou a judoca Rafaela Silva, atleta Olímpica da comunidade Cidade de Deus.

Um dos projetos em ativa é o Esportes da Força Universal. O coordenador do projeto na comunidade da Maré, Giovane Andrade, atual campeão da categoria super galos com 22 defesas de títulos mundial de boxe. Com 30 modalidades, masculinas e femininas, os atletas do projeto estão ranqueados a nível mundial. Erika Jamile, que participa do projeto desde pequena, está classificada como uma das melhores do mundo e é a atual campeã Sul-americana. Além de Erika, outros atletas são campeões Olímpicos.



“Nosso projeto está hoje, praticamente, em quase 147 países, com esse mesmo intuito, com esse mesmo trabalho, utilizando o esporte como cunho social, levando o esporte gratuitamente a todos na comunidade, para aqueles que não tem chance e nem oportunidade de poder ingressar em uma equipe grande, nós temos nossas equipes menores que da uma oportunidade para o jovem, ajuda o jovem, incentiva o jovem e ao mesmo tempo, nós desviamos esse jovem do caminho errado, o caminho da delinquência ne, porque hoje o crime ta ai, batendo nas portas da juventude pra levar eles pra aliciar e fazer um jovem ai, a mercê da sociedade”, Acrescentou Giovane. 

Foto de divulgação
                                                                                                                         
Eventos também são bem comuns acontecer envolvendo o esporte. No período das Olimpíadas a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) promoveu um treinamento Olímpico, que contou com a participação de campeões brasileiros, realizado na praia de Copacabana. O evento reuniu diversas modalidades esportivas. Os campeões brasileiros de taekwondo, Douglas Marcelino e Josiane Lima, falaram da importância da disciplina e empenho no treinamento para os atletas da comunidade Adeus/Baiana.
Por fim, O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, evidenciou a importância do esporte como agente de transformação social. “A integração dos profissionais de segurança com os moradores de comunidades com UPPs promoveu uma nova perspectiva de vida para todos”.


























































Movimento Escola sem Partido

Movimento Escola sem partido
Por Matheus Mello

O movimento “Escola sem Partido”, que diz representar pais e estudantes contrários ao que chamam de “doutrinação ideológica” nas salas de aula brasileiras, existe há vários anos, mas só a partir de 2015 começou a provocar polêmica - desde que câmaras municipais, assembleias legislativas e o Congresso Nacional começaram a debater projetos de lei inspirados no grupo. O projeto de Lei 7180/2014 foi idealizado pelo advogado Miguel Nagib com o apoio do senador Magno Malta (PR) e do deputado Erivelton Santana (PSC/BA). A famigerada Lei que tanto dividi opiniões tem em seu texto “Inclui entre os princípios do ensino o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa”. Conteúdo que já está previsto pela constituição como o próprio site do movimento diz. Todavia é questionável a real importância deste projeto, apoiado pela bancada evangélica, assim como a relevância e abrangência da temática e o que ela acrescentaria na educação nacional. “No projeto, dizem defender “a liberdade de aprender do aluno”. Mas, na Constituição, está lá “liberdade de aprender, de ensinar o pensamento, e o saber”. Eles excluíram a liberdade de ensinar do professor” Nos conta, Elizabeth Hoertel, coordenadora da escola CEPE de Miguel Pereira, cidade a aproximadamente 12,5km da capital estadual, “Os defensores do Escola Sem Partido dizem que basta ler o projeto para saber do que se trata. Não é bem assim. É preciso conhecer a atuação do movimento para compreender esses projetos” conclui. Mostrando que as leis não afetam apenas o ensino nas capitais, mas, principalmente, no interior do estado. Relacionado a relevância da proposta ela acrescenta “Quando não se sabe bem do que é, e ouvem “Escola Sem Partido” pensam: “isso é bom, escola não deve ser dominada por nenhum partido”. O nome querendo ou não foi muito bem utilizado. Os movimentos conservadores sabem usar a linguagem fácil e do senso comum” afirmou. No site da organização “Escola sem partido”, encontramos inúmeras denúncias com fotos e vídeos de uma possível doutrinação ideológica, porém constata-se a imparcialidade no direcionamento dos acusados dessa prática pelo movimento como poucos partidos políticos e ideologias apresentando uma única interpretação dos fatos aos olhos dos mais leigos. Procurada, o site da organização não respondeu a nenhum dos emails enviados. Legenda das fotos: 1° - Miguel Nagib, advogado e idealizador do projeto de lei em tramitação. 2° - Elizabeth Hoertel, Diretora do CEPE de Miguel Pereira.

Elizabeth Hoertel - diretora do CEPE de Miguel Pereira
Miguel Nagib - advogado e idealizador do projeto de lei



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ocupação pela Educação

Ocupação pela Educação por Raphael Favila Joppert e Thaís Coelho

Faixa em apoio à ocupação é estendida no portão do Colégio Pedro II - Humaitá

Em busca de uma tão sonhada vaga no ensino superior, milhões de estudantes fizeram as provas do Enem no início de novembro. Foram quase seis milhões de candidatos por todo país que compareceram aos dois dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão ligado ao Ministério da Educação, que também divulgou o número de abstenções. Segundo o INEP, 30% dos inscritos não fizeram as provas, a maior porcentagem de ausência desde 2009.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, classificou a realização do Enem como um “sucesso total” e minimizou o impacto das ocupações de escolas. Com os locais de prova ocupados, mais de 270 mil candidatos tiveram a avaliação protelada para os dias 3 e 4 de dezembro. Apesar de inúmeras instituições ocupadas mostrarem a flexibilização das unidades para a realização do concurso, o governo decidiu gastar 12 milhões de reais com a transferência da execução do exame para novas datas.

O professor Walmyr Araújo, membro do Movimento Negro Unificado, considera o adiamento do Enem uma tentativa do governo Temer em criar um fato político que desmobilize e criminalize o movimento das ocupações nas instituições de ensino em todo o Brasil.

“Os estudantes jamais fariam algo contrário a uma das suas mais importantes conquistas nos últimos anos. A realização do Enem foi o pontapé inicial da democratização do ensino superior. Não esqueçamos que foram através das cotas do Enem que milhares de negros, indígenas e pobres conquistaram seu diploma universitário. Foi através dele que os filhos do pedreiro e da empregada domésticas viraram doutores na ultima década. O que me assusta é ter visto alguns meios de comunicação alimentando constantemente a sua programação com a falácia que inscritos do Enem não fariam a prova por medo das ocupações. Porém, sabemos que são veículos como esse que são grandes incentivadores da extinção de créditos para o Prouni e o Fies”, opina Walmyr.

Muitos consideram que o MEC poderia ter negociado com os alunos uma alternativa para garantir a aplicação das provas em todas as escolas. Há alguns dias, o coordenador do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país, Mário Volpi, declarou que o Brasil tinha perdido a chance de abrir diálogo com jovens.

Em ato no Centro do Rio, alunos do Pedro II protestam contra PEC 55

A falta de diálogo sobre temas que impactam diretamente a educação no país é a principal motivação dos jovens a ocuparem as escolas. Eles não aceitam a reforma do ensino médio e a PEC 55 (antiga 241 na Câmara), que congelará os investimentos públicos nos próximos 20 anos.

“A ocupação de escolas, e agora também de faculdades, não vai acabar! O governo precisa admitir que cometeu um ato de tirania, com a imposição de uma alegada ‘reforma do ensino’ sem sequer discutir com uma das várias partes diretamente envolvidas no assunto”, protesta o secundarista de 16 anos JP, que preferiu não ter seu nome revelado, um dos adolescentes ocupantes da unidade Humaitá do Colégio Pedro II.

Professores visitam Pedro II do Humaitá e ministram aula de astronomia aos ocupantes

Se de um lado falta espaço ao debate, do outro sobra. As ocupações são organizadas pelo princípio da autonomia decisória. Basicamente, os estudantes deliberam por meio de assembleias, rejeitando qualquer tipo de direcionamento político-partidário ou institucional. Alguns estudantes são filiados a partidos, muitos outros não.



Movimentações contrárias às ocupações chamaram a atenção pelo viés autoritário. Para brecar a mobilização dos estudantes, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo infiltrou policiais no movimento, monitorou conversas on-line, e promoveu desocupações à força. Na semana anterior às provas, quando estudantes tentaram ocupar o Centro Paula Souza, na região central paulistana, a polícia de Alckmin agiu rapidamente. Com truculência, sem aviso prévio ou qualquer diálogo, policiais invadiram a escola, agrediram os jovens e levaram todos presos. Nas redes sociais, usuários levantaram a hipótese de que a reação de Alckmin é “para não permitir que São Paulo se torne um novo Paraná”. No estado vizinho, governado pelo tucano Beto Richa, mais de 600 escolas estaduais haviam sido ocupadas antes do Enem, além de uma greve de professores paralisar a rede estadual de ensino.

É do estado mais ao norte da região Sul um dos momentos mais emblemáticos do ano na luta dos secundaristas contra as medidas do governo Temer. Foi na Assembleia Legislativa do Paraná que a estudante Ana Júlia Ribeiro “resgatou a palavra num país em que as palavras deixaram de dizer”, como pontuou a jornalista Eliane Brum em sua coluna no periódico El País Brasil. A adolescente de 16 anos, autora do discurso que viralizou nas redes sociais, rechaçou interferência partidária e reforçou o tempo todo que o as ocupações são feitas por alunos. “O movimento é de todos. Se não estivermos todos juntos, não conseguiremos nada", pontuou.

Em um momento de seu discurso de quase 11 minutos, Ana Júlia menciona a morte do estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota no colégio estadual curitibano Santa Felicidade. “Vocês estão aqui representando o Estado, e eu convido vocês a olhar a mão de vocês. A mão de vocês está suja com o sangue de Lucas. Não só do Lucas como de todos os adolescentes que são vítimas disso. O sangue do Lucas está na mão de vocês, vocês representam o Estado”. Segundo a Polícia Civil do Paraná, Lucas foi assassinado a facadas por um colega de 17 anos, que confessou o crime.

Por outro lado, uma onda de professores, pais de alunos e apoiadores integra o movimento Desocupa Paraná. “Sou contra essas invasões, porque esses alunos estão sendo aliciados pelo sindicato dos professores, que é ligado ao PT”, disse uma educadora à equipe de reportagem do jornal El País. “Isso é corrupção de menores, é a mesma coisa que o tráfico faz com adolescentes”. A fala da professora está longe de ser isolada. O Movimento Brasil Livre (MBL), um dos proeminentes grupos de direita que cresceu na esteira do anti-petismo, faz campanha maçante na Internet contra o movimento secundarista, além de promover desocupações com violência por todo o país.

No domingo anterior ao Enem, o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, havia determinado o uso de técnicas de tortura para "restrição à habitabilidade" das escolas, com objetivo de convencer os estudantes a desocupar os locais. Entre os meios elencados pelo magistrado estavam o corte do fornecimento de água, luz e gás das unidades de ensino. A restrição ao acesso de familiares e amigos. E até uso de "instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono" dos adolescentes.

Em um cenário em que projetos como o Escola Sem Partido são amplamente defendidos, somam-se a estes episódios outros não menos preocupantes. Na última sexta-feira, cerca de 10 viaturas da polícia civil e militar invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes em Guararema, São Paulo, que pertence ao Movimento dos Sem Terra (MST). Apesar de estarem sem mandado, os policiais pularam o portão da Escola e a janela da recepção e entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam na escola. Os estilhaços de balas recolhidos comprovam que nenhuma delas são de borracha e sim letais.

Outro caso aconteceu com o reitor da UFRJ, Roberto Leher. O docente foi ameaçado de ser levado ao Ministério Público em condução coercitiva. A ameaça ocorreu depois que o reitor pediu para alterar a data de depoimento que coincidia com a reunião do Conselho Universitário. O motivo do depoimento era "esclarecer" a campanha "Em defesa da democracia" que a universidade promoveu, envolvendo debates e shows com personalidades políticas, acadêmica e artísticas.





Ocupa Minc: o Canecão de volta aos dias de glória

Apoiadores do Ocupa Minc sobem ao palco
Ocupa Minc: o Canecão de volta aos dias de glória
Raphael Favila Joppert


Para uma casa lotada, apoiadores do Ocupa Minc sobem ao palco e declamam poesia em forma de protesto





Após o afastamento de Dilma Rousseff, uma das primeiras ações de Michel Temer, ainda como presidente interino, foi extinguir o Ministério da Cultura, incorporando-o ao Ministério da Educação. Ato contínuo, a resposta do setor cultural foi fortíssima. Espaços do MinC em quase todas as capitais foram ocupados em protesto. Contrários à extinção da pasta, segmentos culturais e grande parcela da classe artística passaram a pressionar o governo contra as mudanças impostas. Temer não resistiu e recuou. Prática, aliás, que viria a tornar-se uma constante em seu mandato. O MinC estava mantido. Mas a mobilização dos que consideraram o ato de Temer um “retrocesso contra a Cultura” estava longe do fim.

“As ocupações nunca visaram ao retorno do MinC. O que sempre exigimos é a retomada do Estado de direito. É pela cultura, é pela educação pública de qualidade, é pelo Estado laico, é pelo SUS, é pelos direitos dos trabalhadores, é pela Democracia!”, dizia a nota do Ocupa MinC, movimento social que ocupou em maio o Palácio da Cultura Gustavo Capanema, no Centro do Rio. Foram 70 dias promovendo atividades culturais, shows, debates e oficinas gratuitas até que policiais federais adentraram o edifício para cumprir mandado de reintegração de posse, expulsando os integrantes.

O novo lar escolhido pelo movimento foi um velho conhecido do carioca: o Canecão. A ocupação da casa de espetáculos, fechada há mais de seis anos, trouxe vida ao espaço deteriorado. Em menos de um mês, o lugar foi limpo, suas toneladas de escombros removidas. Nunca o Canecão acolheu tantas atividades. A média foi de impressionantes quatro eventos por dia - de apresentações de medalhões como Chico Buarque a primeiros shows de artistas iniciantes, muitos eles de periferia, até fóruns de debates, cursos e sessões de cinema e teatro. Eventos gratuitos, abertos ao público, que levaram ao espaço em Botafogo até duas mil pessoas em uma só noite.

Proprietária do prédio, a UFRJ pediu recentemente a desocupação do local. Foram apresentados laudos mostrando que o imóvel não tem condições estruturais para receber ninguém. De acordo com as negociações feitas com a Reitoria, os ocupantes continuarão realizando atividades culturais e políticas, mas não poderão manter moradia no espaço.

O Ocupa Minc continua a conscientização nas redes sociais, resistindo contra a ignorância que se manifesta na completa falta de compreensão acerca do papel estratégico da cultura. Levando a lição de que é possível ocupar espaços vazios ou elitizados com arte, democracia, pluralidade, diversidade e educação.



Professor Sady Bianchin fala sobre sua participação no palco do Canecão durante o Ocupa MinC






Rota Goumert Food Truck Festival Niterói

Rota Goumert Food Truck Festival Niterói
Por Thaís Coelho

Campo de São Bento recebe a sexta edição da Rota Goumert

Pode-se definir Food Truck como uma cozinha móvel,de dimensões pequenas,sobre rodas que transporta e vende alimentos,de forma itinerante.O Food Truck veio das famosas comidas de rua ,a atividade é fonte de renda de muitas famílias,os trabalhadores desse ramo já representam aproximadamente 2% da população.Embora seja atividade antiga,os modelos de venda de comida de rua começaram a inovar a partir da primeira década do século 21,com a modalidade de comércio em Food Truck.No Brasil,com a globalização e a facilidade de viagens,muitos empresários viram a possibilidade de empreender e expandir seus negócios ou abrir um primeiro restaurante num modelo diferente,com contato direto com o público,de baixo custo,sem a necessidade de adquirir ponto comercial ou outros encargos.

E é nesse ritmo que o Campo de São Bento vai fazer a sexta edição do Rota Goumert,no final de semana .Entrevistamos um dos vendedores de Food Truck que vende comidas de rua há 20 anos,seu Jóse Fonseca começou vendendo cachorro-quente em porta de colégio,hoje tem um mini caminhão onde vende variados tipos de cachorro-quente goumert,com pães variados,salsichas do mundo todo e vários molhos produzidos por ele mesmo.

Perguntamos qual local ele acredita ser o mais apropriado para as vendas e ele com exatidão disse: Locais em que as pessoas frequentam todos os dias e irão se acostumar com você ali. Com a goumertização das comidas de rua,seu José acredita que o público alvo mudou e que temos opções pra quem quer algo mais sofisticado e também pra quem gosta do mais simples.Com o preço das comidas de rua mais alto devido a sofisticação das mesmas,seu José diz que as vendas caíram mas garante que quem experimenta dos seu cachorro-quente goumert nunca mais esquece.

No tempo em que conversamos com seu José,uma consumidora apareceu no caminhão para experimentar o famoso cachorro-quente do Zé.Simone Marques,mora em Niterói e participou dos outros Rota Goumert da cidade,perguntamos a ela se sempre havia consumido as comidas de rua e o que achava dos Food Trucks e toda essa sofisticação.”Sempre gostei muito das comidas de rua,se fazemos em casa,nunca fica igual,o Food Truck foi uma idéia muito boa,trazer a sofisticação da culinária para algo que parecia ser tão simples e corriqueiro,só acho que alguns vendedores precisam prestar um pouco de atenção nos preços,em alguns lugares está muito abusivo e sem valer a pena.” disse.



A Rota Goumert Food Truck Festival acontece nos dias 1 e 2 de Outubro no Campo de São Bento-Icaraí. Das 10h às 21h.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ecovilas como alternativa a vida urbana


Ecovilas como alternativa a vida urbana
Por Amanda Pareico


Ecovilas ou ecoaldeias são comunidades autônomas onde as pessoas têm como objetivo integrar vida social e estilo de vida sustentável, utilizando práticas como produção própria de alimentos orgânicos, energias renováveis, bioconstrução, filtração da água da chuva, entre outras. No transporte, sempre se prefere o uso de bicicletas e carona.
Ecovila Viver Simples, em Minas Gerais - Catraca Livre

Alimentos orgânicos
Em sua produção não são utilizados produtos químicos sintéticos, como alguns fertilizantes, pesticidas e agrotóxicos. Também não devem possuir organismos geneticamente modificados, hormônios e antibióticos. Durante o processamento dos alimentos é proibido o uso das radiações ionizantes e aditivos químicos, como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros.


Energias renováveis
São utilizadas fontes renováveis como a energia solar, eólica, moinhos d’água, biogás, etc.


Bioconstrução
Na concepção das casas e móveis, utilizam-se materiais reciclados e reaproveitados do ambiente local. Uma técnica muito usada na bioconstrução, é a criação de mosaicos feitos com vidros e garrafas reutilizados. A iluminação natural é aproveitada ao máximo, através de janelas espalhadas pela casa. Algumas opções de materiais são: tijolos ecológicos, feitos de barro prensado, fardos de palha e barro, pau-a-pique, etc. Nos telhados, uma alternativa é o telhado verde, que é ótimo para o isolamento térmico no inverno e refresca no verão.


Filtração da água
Não há vida sem água. Nas ecovilas, é muito comum a instalação de sistemas de reuso. Esses sistemas captam a água da chuva e a direcionam para cisternas, onde serão reaproveitadas. A sua filtração é feita através de biofiltros de aguapé (uma planta aquática), carvão, areia e brita (um tipo de pedra). Para consumo são utilizados filtros de barro, que são encontrados facilmente e por baixo custo.


Ciclo da água reutilizada – Correio Braziliense
São consideradas pela ONU uma das cem melhores práticas para o desenvolvimento sustentável. O conceito de ecovila surgiu na Europa, em 1991, a partir do livro “Ecovilas e Comunidades Sustentáveis”, escrito pelos pensadores Diane e Robert Gilman.

Gerenciadas por um conselho participativo, todos opinam na tomada de decisões. Todas as atividades visam à criação de uma cultura com mais consciência em relação ao futuro.

O coletivo e o trabalho em equipe são características inerentes destes agrupamentos. Quem lá habita, acredita que não devemos tirar da terra mais do que podemos devolver. A constante competição em que vivemos se transfigura em solidariedade, respeito e confiança.

Além das atividades estarem integradas ao meio ambiente sem causar danos, a saúde, tanto física, emocional, mental e espiritual da pessoa e da comunidade como um todo também deve ser sustentável.

As ecovilas propõem um modelo alternativo ao estilo de vida apressado que levamos, oferecendo uma alternativa pacata e amigável. Batemos um papo com Laman Souza, que tenta levar um estilo de vida muito parecido com o das ecovilas no meio da cidade.

Paixão por carros clássicos sobrevive em tempos de crise

Escort XR3
Paixão por carros clássicos sobrevive em tempos de crise
Mariana Rothman




A paixão do brasileiro por automóveis fica atrás apenas do futebol. Mesmo assim, continua sendo um mercado que movimenta muito dinheiro, mesmo em tempos de crise. E ainda há um mercado mais especifico, o de carros clássicos.


Nem todo carro antigo é de fato um clássico. Normalmente, carros clássicos são os que marcaram época, seja pela construção limitada ou pela aparência. Segundo os sócios da Sigaold Car, uma loja especializada em reparar carros desse tipo, os carros clássicos possuem características únicas, como construção limitada e motor diferenciado.


“Os carros antigos “não-clássicos” são vistos diariamente nas ruas, como alguns modelos de Ford, GM, fuscas e Fiats. Carros clássicos em geral são norte-americanos e europeus dos anos 20 a 80,” explicam.


Sonho de criança realizado


A vontade de ter o carro clássico dos sonhos sempre esteve presente na vida de Guilherme Arantes, corretor de imóveis, que conseguiu comprar seu Escort XR3 conversível há três anos. Ele explica que o XR3 é considerado clássico por ter marcado a década de 80, sendo que na época de seu lançamento só era possível adquirir um em dólares.


“Sou da geração dos anos 80 que nunca via carro conversível nas ruas, esse sempre foi meu sonho. O valor que paguei por ele é irrisório perto de ter um carro desses no Rio de Janeiro”, contou Guilherme.


A manutenção desses carros pode ser um pouco cara, mas a internet ajuda os consumidores que recorrem a ela na hora de procurar serviços e produtos.


O ideal é fazer uma manutenção programada a cada seis meses. Os carros clássicos normalmente possuem uma parte estrutural bem acabada, então só e necessário verificar a mecânica e pequenos detalhes.


Encontro de carros anima colecionadores


Os colecionadores do Rio de Janeiro mantém a tradição de se encontrar para trocar “figurinhas” todo segundo sábado do mês, no Parque do Flamengo.


É uma oportunidade de rever amigos que dividem a mesma paixão e ficar por dentro desse universo automotivo tão particular e apaixonante.







Guilherme Arantes conta sua experiência