A procura aumentou 40% em dois anos
Por Isadora Catem
Estudantes brasileiros estão optando pelo intercâmbio no exterior cada vez mais para aprimorar o currículo e aprender uma nova língua. Com o crescimento de 40% de universitários intercambistas nos dois últimos anos, as agências do segmento Estudos e Intercâmbios também tiveram uma resposta positiva, quintuplicando o seu número entre 2009 e 2016.
Segundo Maura Leão, a diretora de operações da Belta, as pessoas estão entendendo melhor a necessidade de se fazer um programa no exterior. “Eles sabem que isso serve para uma especialização profissional, ou até pra se posicionar melhor no mercado".
Os programas de intercâmbio para universitários tem a finalidade de ampliar o conhecimento e promover trocas de experiências. As possibilidades são inúmeras, incluindo curso de idiomas, trabalho voluntário, work experience, programas de graduação e cursos de curta duração.
Márcio Christ, coordenador de intercâmbio e relações institucionais da Facha, aponta o programa Ciências sem fronteiras como um dos principais motivos para este aumento: “Nunca na história do Brasil tivemos um programa tão amplo e oferecido para todos os Estados da Federação”. Criado em 2011, o programa para financiar o estudo de brasileiros no exterior concebeu até este ano 101.446 bolsas de estudos, sendo 80% a alunos de graduação.
Professora da Fisk, Ana Júlia Nali Gioli estudou na Universidade de Santiago de Compostela pelo programa e conta sua experiência: “Começou abrindo muitas portas. Aqui no Brasil eu pude ser professora de espanhol, uma coisa que eu gosto muito”.
O Ciências sem fronteiras vai ganhar um novo formato para o próximo ano. Entre as mudanças propostas, está uma maior atenção aos alunos de pós-graduação de todas as áreas do conhecimento, investimento em estudantes do Ensino Médio para curso de línguas de curta duração e bolsas de mestrado.
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| Estande da King's College London no RJ (Foto: Isadora Catem) |
Incluindo alguns dos países mais desejados para intercâmbio, o Reino Unido tem investido fortemente na captação de estudantes brasileiros. Em outubro deste ano, 19 universidades britânicas realizaram no Rio de Janeiro e São Paulo a UK Universities 2016.
O principal intuito da feira foi informar os candidatos sobre os processos de admissão, bolsas de estudos, exames de proficiência em língua inglesa e sobre os diversos cursos e áreas. Estandes e palestras sobre o IELTS também foram oferecidos.
“Mesmo com a crise, todos dizem que ainda vale divulgar e investir no Brasil, pois há um grande número de aluno com interesse e necessidade de estudo no exterior. Outro fator que colabora com este processo é o excelente desempenho de alunos brasileiros no exterior”, afirma o coordenador Márcio Christ.
“Mesmo com a crise, todos dizem que ainda vale divulgar e investir no Brasil, pois há um grande número de aluno com interesse e necessidade de estudo no exterior. Outro fator que colabora com este processo é o excelente desempenho de alunos brasileiros no exterior”, afirma o coordenador Márcio Christ.


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