terça-feira, 22 de novembro de 2016

Refugiados Sírios


Refugiados Sírios
Por Felipe Coutinho





Atualmente a Síria vive uma guerra que já dura 5 anos, que já fez mais de 250 mil mortos e 4 milhões de refugiados. Refugiados esses que fazem parte da maior crise migratória da Europa desde a segunda Guerra mundial. Porém, ao contrário de seus conterrâneos, alguns sírios escolheram o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, para começarem uma nova vida pós Guerra. H.N , um Sírio de 24 anos e que há 1 ano vive em Botafogo, Zona Sul carioca, conta que “ escolheu o Brasil pela facilidade em obter asilo politico”.Porém a facilidade se restringe ao asilo. Diferentemente da Europa, o Brasil não oferece aos refugiados auxílio ou moradia. Por isso H.N e outros 10 Sírios vivem em uma casa de refugiados nos fundo de uma paroquia.Natural da capital Damasco, ele nos conta que na Síria levava uma vida normal, era estudante de Odontologia. Porém, em 2015, com a aproximação do EI na cidade, H.N e seu irmão, forçados pelo pai, deixaram a Síria rumo ao Rio de Janeiro. No rio H.N encontrou “um povo receptivo e caloroso” e conta que mais o chamou atenção é “uma surpreendente cultura Síria já presente” e é o que nos explica o Doutor em História Política, José Eudes “ As colonias Sírias no Brasil são grandes e bem solidificadas, desde o século XX tivemos ondas migratórias de Sírios-Libaneses. A cultura desses países se misturou naturalmente na cultura local, principalmente na culinária”. E é exatamente nessa culinária que a maioria dos refugiados encontra seu sustento, perto da paróquia é possível ver dois irmãos refugiados vendendo salgados Árabes, N.H nos conta que “também pensa em vender salgados, já que apesar da recepção e de uma cultura presente, arranjar emprego não é uma tarefa fácil”.A maioria dos refugiados só se comunicam em Árabe, alguns falam inglês, porém as dificuldades com o português acabam afastando as chances de algum trabalho com carteira assinada. Apesar da adaptação e esperança vivendo no Brasil, seu pensamento permanece na Síria, grande parte da família ainda se encontra em Damasco , N.H diz que “ procura se atualizar sobre notícias da terra natal, o medo e a saudade são sentimentos presentes no seu dia a dia”. O Doutor José Eudes explica que esse é um dos reflexos da Guerra “ É sempre muito complicado medir o prejuízo de uma Guerra, são profundas cicatrizes que atingem todas as camadas sociais, principalmente em uma Guerra civil, onde o número de inocentes que acabam falecendo é maior.” N.H prefere não revelar o nome, têm medo de prejudicar seus parentes “ a Guerra ainda faz parte do meu cotidiano”.









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